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CRP 01/DF PARTICIPA DA MOSTRA EM DEFESA DO CUIDADO EM LIBERDADE

CRP 01/DF PARTICIPA DA MOSTRA EM DEFESA DO CUIDADO EM LIBERDADE


Na última segunda-feira, 25 de maio, participamos da mostra Atravessa o Cine, realizada no Cine Brasília. A atividade, promovida pela Companhia Atravessa a Porta — iniciativa de profissionais de saúde do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Juliana Pacheco, do Paranoá (DF) — apresentou filmes produzidos com usuárias e usuários do serviço de saúde mental. O evento celebrou o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, que ocorre em 18 de maio.

O CRP 01/DF foi convidado para mediar o debate entre integrantes da companhia e o público após a exibição das obras. Durante a noite, foram apresentados o curta-metragem Onde há memórias abrem as portas (2026), o média-metragem A Cor (2014) e o longa-metragem Antônio sim, por que não? (2021).

A atividade destacou a potência dos processos coletivos construídos nos CAPS e a importância do cuidado em liberdade. Rafael Gonçalves, coordenador da Comissão de Direitos Humanos, Saúde Mental e Políticas Sociais do CRP 01/DF, compartilhou suas impressões sobre a experiência: “Durante a exibição do filme, foi possível se conectar com a beleza, a verdade e a simplicidade com que foram construídos os curtas e o longa-metragem". O psicólogo destacou ainda a importância da captações de momentos de diálogos nos processos coletivos no CAPS, bem como a produção e criação de momentos do exercício do imaginário, em diálogo com os processos de sofrimento psíquico dos integrantes e estratégias que significam processos valiosos das vidas dos participantes. "Mediar a atividade enquanto coordenador da Comissão de Direitos Humanos do CRP 01/DF fortalece um lugar simbólico institucional de aproximação com os usuários, familiares e trabalhadores dos serviços de saúde mental”, ressalta.

Yasmin Adorno, pesquisadora, artista e integrante do coletivo que filmou os vídeos, também relembrou a força das produções no tratamento. “Muito feliz de rever os filmes, peças que ajudam na subjetivação de pessoas que estão fora do lugar de protagonismo, trazendo autonomia”, disse.

Seguimos reafirmando nosso compromisso ético-político com a luta antimanicomial e com a defesa do cuidado em liberdade.

*Texto elaborado a partir do relato de Rafael Gonçalves.

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